DADOS GERAIS

Situado no centro da Amazônia brasileira e cortado pela Linha do Equador, o Amazonas é o mais extenso Estado brasileiro, com 1.577.850,2km², ocupando mais de 18% do território do país. É recoberto pela maior floresta equatorial do planeta e abriga fauna e flora que são objeto de estudos dos maiores especialistas do mundo. Aqui estão os dois pontos mais altos do Brasil, o Pico da Neblina, com 2.994m e o Pico 31 de Março, com 2.992m de altitude.
O nome do Estado se deve ao do Rio Amazonas, o maior do mundo em extensão e volume de água, que teria sido batizado por Francisco Orellana em 1541, quando afirmou ter combatido mulheres guerreiras, comparando-as às amazonas, mulheres lendárias que amputavam um seio para melhor manuseio de arco e flechas.
A área média dos 62 municípios do Estado do Amazonas é de 25.450km², maior que a área do Estado de Sergipe. O maior deles é Barcelos, com 122.476km² e o menor é Anamã, com 2.454Km² e não estão às margens de rios como alguns afirmam, mas, isto sim, são cortados por grandes rios amazônicos, em cujas margens estão as cidades, as propriedades rurais e as habitações dos ribeirinhos.
Aqui os rios são as estradas e as enormes distâncias são medidas em horas ou em dias de viagem de barco, mas todos os municípios possuem pistas para operações de aeronaves, a maioria é servida por aeroportos, e Manaus e Tabatinga possuem aeroportos de nível internacional.
Sua capital é Manaus, oitava cidade mais populosa do Brasil, onde se encontram o Pólo Industrial de Manaus e o Pólo de Biotecnologia.
Manaus, capital do Estado do Amazonas:

| Localização |
Centro da Região Norte (Amazônia) |
ECONOMIA
O Estado do Amazonas tem uma das áreas de floresta amazônica menos devastadas (apenas 2%), pois sua vocação econômica foi desviada para, por exemplo, o Pólo Industrial de Manaus, a partir da ampliação da Zona Franca de Manaus em 1967. Os governos têm procurado incentivar o chamado desenvolvimento sustentável, voltando-se para a preservação do legado ecológico. A valorização do manejo da floresta como fonte de renda contribuiu para que o Amazonas enfrentasse o desafio de reduzir o desmatamento em 21% em 2003, segundo o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais – INPE.
O IDH do Amazonas é 0,717 (2000) e sua economia corresponde a 2,03 % do PIB nacional, baseando-se na indústria, eletro-eletrônica, de motocicletas, químico-farmacêutica, gráfica e relojoeira, indústria de transformação de minerais, de beneficiamento de matéria prima vegetal (inclusive madeira) e alimentícia, extrativismo vegetal, extração e processamento de petróleo e gás natural, agricultura, pesca, mineração, pecuária e ecoturismo.
Sua indústria se concentra na cidade de Manaus, que detém o 6º maior PIB entre os municípios brasileiros, em conseqüência, principalmente, do crescimento do Pólo Industrial de Manaus e da movimentação de gás natural e petróleo. O faturamento anual dessa indústria é de 18,9 bilhões de dólares, com exportações superiores a 2,2 bilhões de dólares. São mais de 450 fábricas de grande, médio e pequeno porte, que fazem a maior quantidade da produção brasileira de televisores e monitores para PC, inclusive de LCD e plasma, cinescópios, telefones celulares, aparelhos de som, DVD players, relógios de pulso, aparelhos de ar condicionado, bicicletas e motocicletas, oferecendo mais de 100 mil empregos diretos somente em Manaus. Ao todo são aproximadamente 500 mil empregos diretos e indiretos. (fonte: SUFRAMA).
Fábricas do Pólo Industrial de Manaus:


Os principais produtos do extrativismo vegetal são: madeira, borracha, castanha-do-pará, cacau, essências, óleos de copaíba e andiroba, piaçava, coco, açaí, e bacuri. A extração mineral continua se expandindo e os produtos mais importantes são: bauxita, ferro, sal-gema, manganês, linhita, ouro e cassiterita, nos municípios de Presidente Figueiredo e Novo Aripuanã, diamantes, níquel, cobre, calcário, gipsita, chumbo, caulim e estanho. A extração de petróleo e gás ocorre no campo de Urucu, em Coari, com processamento e distribuição a partir da REMAN – Refinaria de Manaus.
Na agricultura os principais produtos são: juta, malva, guaraná, mandioca, banana, cana-de-açúcar, feijão, laranja, cacau, cupuaçú, milho e pimenta-do-reino, enquanto que a pecuária apresenta gado bovino, suíno e bubalino em pequena escala. O sul do Estado é a área mais utilizada para o desenvolvimento da agricultura e pecuária, nos municípios de Apuí, Humaitá, Novo Aripuanã e Manicoré, mas a pecuária também tem destaque nos municípios de Altazes e Careiro da Várzea.
O ecoturismo, com crescimento médio de 6% ao ano, é o segmento que mais se expande, conforme dados da FGV. No Estado operam hotéis de selva de nível internacional, que oferecem incursões e outras atividades na floresta amazônica, além de empresas de cruzeiros fluviais e de pesca esportiva.
INFRA-ESTRUTURA
Poucos são os caminhos que levam a Manaus/AM, cercada de rios e lagos por todos os lados, em uma região onde seria mais fácil construir enormes pontes em lugar de estradas. A rodovia BR-319, com 890km, liga Manaus a Porto Velho/RO e foi construída com tecnologia especial sobre terrenos alagadiços, tornando-se orgulho da engenharia de estradas, mas por pouco tempo foi plenamente utilizada, permanecendo com longos trechos interditados durante anos. A BR-174, que tem 765km e liga Manaus a Boa Vista/RR e daí à Venezuela e ao Mar do Caribe, teve como principal finalidade tirar a capital de Roraima do completo isolamento em que se encontrava, pois só era atendida por via aérea, já que o Rio Branco, em cujas margens se assenta, só é navegável até Caracaraí/RR. A BR-230 Transamazônica atravessa o sul do Amazonas até Humaitá/AM, mas só é utilizada em pequenos trechos, tendo o restante permanentemente interditado.
As principais estradas estaduais, que ligam Manaus a alguns municípios, são: AM-010 Manaus/Itacoatiara – 240km – Asfaltada; AM-070 Manaus/Manacapuru, com 80km – Asfaltada; AM-080 Manaus/Altazes, com 100km sem asfalto e AM-363 Manaus/Silves, parcialmente asfaltada, e outras. Não existem ferrovias no Amazonas.
O transporte fluvial é o mais usado pela população, facilitado pela navegabilidade dos grandes rios, com barcos adaptados para o baixo calado dos rios menores. Aonde não chega um navio, chega uma “voadeira”, como são chamados as pequenas lanchas e botes com motor de popa, ou chega uma canoa a remo.
As cargas rodoviárias de/para Manaus e outras localidades são colocadas em carretas rodoviárias e transportadas em grandes balsas até os portos de Belém/PA, pelo Rio Amazonas, e Porto Velho/RO, pelo rio Madeira. O Rio Amazonas é navegável por navios de alto-mar até a cidade de Iquitos, no Perú.
Balsa com 80 carretas e o interior de um barco veloz para passageiros:


Todos os municípios têm algum tipo de pista para operação de aeronaves e a maioria possui aeroportos. Manaus conta com o Aeroporto Internacional Eduardo Gomes, o 3º do Brasil em movimentação de cargas (perde apenas para Viracopos e Guarulhos), a 15km do centro, que opera aeronaves de qualquer tipo e porte para vôos internacionais e interestaduais. Ao lado dele existe o “Eduardinho”, destinado a vôos entre os municípios da região e vôos interestaduais. Em Manaus existem ainda a pista do Aeroclube de Manaus e o aeroporto de Ponta Pelada, alternativo, onde se encontra a Base Aérea de Manaus, da FAB.
Navios no Porto de Manaus:

Em Manaus os portos recebem navios de grande porte e qualquer calado. O porto de Manaus, construído em 1907 com tecnologia inglesa, com cais flutuante, destina-se a operações de embarque e desembarque de passageiros, com terminais de níveis internacional e doméstico, contando com um Terminal de Containers e outras operações de carga. Existem ainda terminais de containers em portos privados, destinados apenas a operações de carga, onde se realiza a maioria dos embarques e desembarques de grandes navios e balsas com containers e carretas rodoviárias.
Em Itacoatiara, além do porto destinado ao movimento de barcos regionais, existe um Porto Graneleiro, para operação da soja trazida da região Centro-Oeste através de Porto-Velho/RO e que é embarcada em grandes cargueiros para exportação.
Existem portos bem estruturados também em Parintins e outras cidades de maior importância e movimento de cargas e passageiros.
Portos privados para operações de balsas para carretas rodoviárias e balsas para transporte de petróleo e seus derivados:


Barcos regionais atracados na orla de Parintins, e em Tabatinga, no extremo oeste do Brasil, fronteira com a Colômbia:


A energia elétrica é fornecida em Manaus pela Manaus Energia, com mais de 1.100 MW instalados, produzidos pela Usina Hidrelétrica de Balbina e várias termelétricas próprias e de produtores independentes, enquanto que o interior do Estado é atendido pela CEAM – Centrais Elétricas do Amazonas. As duas empresas são subordinadas à Eletronorte.
O ensino de nível superior no Amazonas é oferecido por mais de 28 entidades de ensino de graduação e pós-graduação, entre eles a UFAM – Universidade Federal do Amazonas, em Manaus e em vários municípios e a UEA – Universidade do Estado do Amazonas com unidades em Manaus e mais quinze municípios polarizadores.
A Zona Franca de Manaus foi ampliada em 1967 e será mantida até o ano de 2033, para desenvolver atividades comerciais, industriais e agro-industriais, com influência em todos os Estados da Amazônia Ocidental (Amazonas, Acre, Roraima e Rondônia) e no Estado do Amapá. As empresas instaladas recebem incentivos fiscais dos governos Federal, Estadual e Municipal, com administração pela SUFRAMA – Superintendência da Zona Franca de Manaus. Em Manaus foi desenvolvido o Pólo Industrial de Manaus, hoje com mais de 450 indústrias, que faturam 18,9 bilhões de dólares por ano, sendo 2,2 bilhões de dólares em exportações.
QUADRO NATURAL
A maior parte do seu relevo é composta pela Planície Amazônica, caracterizada por terras de baixa altitude, divididas em terras firmes, nunca inundadas, pelas várzeas, que são inundadas nas cheias dos rios e pelos igapós, que são as áreas permanentemente inundadas.
Cerca de 61% da superfície do Amazonas se situam abaixo de 100m, 32% entre 100 e 200m e somente 7% acima dos 200m de altitude. As maiores elevações são encontradas nos limites com a Venezuela e com o Estado de Roraima, e na serra de Imeri, nas proximidades da fronteira com a Venezuela, encontram-se os dois pontos mais altos do relevo brasileiro, o pico da Neblina, com 2.994m e o pico 31 de Março, com 2.992m de altitude (fonte: IBGE).
Pico da Neblina, maior altitude do Brasil:

O clima é equatorial, quente e húmido, com temperatura média anual entre 24°C e 27°C, chegando a 37°C e 39°C na época mais quente, entre junho e novembro. As regiões oeste e sudoeste do Estado são afetada pelas frentes frias no inverno, quando ocorrem as “friagens” e a temperatura cai para 16°C e 18°C. A umidade relativa do ar oscila entre 67% e 90% e os totais pluviométricos anuais estão entre 1.800mm e 3.500mm. Essas chuvas ocorrem entre os meses de dezembro e maio, com maior quantidade entre janeiro e março. O Rio Negro, em Manaus, alcança o ponto mais alto em junho/julho e o mais baixo em novembro/dezembro.
No Estado registram-se pequenas ocorrências de campos limpos, nas várzeas, e campos cerrados, nas terras firmes, mas a maior parte de sua vegetação é densa e heterogênea, fazendo parte da maior floresta equatorial do planeta, que se divide em:
Mata de Terra-firme – Livre das inundações periódicas, é o local onde se encontram árvores com copas tão grandes que impedem a penetração de 95% dos raios de luz no solo, como a Castanheira, com 60m de altura, e o Caucho, de onde se extrai um látex de qualidade inferior, e por isso, sob elas, não ocorre o desenvolvimento de herbáceas. Esse solo é pobre em nutrientes minerais e é mantido pela camada vegetal que cai das árvores e o recobre. Se houver desmatamento o solo surge arenoso e estéril.
Mata de Igapó – Permanentemente inundada é formada por trepadeiras, arbustos e árvores de até 20m que, nas cheias, só deixam à vista suas copas. A vitória-régia, símbolo da Amazônia é característica da mata de igapó.
Mata de Várzea – Localizada entre a terra-firme, o leito dos rios e os igapós, só é inundada durante as cheias e aí, em solo fértil, se desenvolvem palmeiras, jatobás, seringueiras etc.
Mata de terra-firme e mata de igapó:


O Estado do Amazonas tem 98% da sua área florestal intacta, pois sua vocação econômica foi desviada para outras atividades a partir da ampliação da Zona Franca de Manaus em 1967. Os governos têm procurado incentivar o chamado desenvolvimento sustentável, voltando-se para a preservação do legado ecológico e existe um esforço para manter os projetos agropecuários dentro dos limites da preservação ambiental, enquanto que a valorização do manejo da floresta como fonte de renda contribuiu para que o Amazonas enfrentasse o desafio de reduzir o desmatamento em 21% em 2003, segundo o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais – INPE.
Aqui encontram-se os dois maiores arquipélagos fluviais do mundo, Mariuá, com 700 ilhas, e Anavilhanas, com 400 ilhas, situados no Rio Negro e a maior Reserva Biológica inundada do planeta, a Reserva de Desenvolvimento Sustentável de Mamirauá.
A flora do Estado apresenta uma grande variedade de vegetais medicinais, dos quais destacam-se andiroba, copaíba e aroeira. São inúmeras as frutas regionais e entre as mais consumidas e comercializadas estão: guaraná, açaí, cupuaçu, castanha-do-Brasil, camu-camu, pupunha, tucumã, buriti e taperebá.
“Pupunha” e “Castanha-do-Brasil (castanha-do-Pará)”:


A vasta fauna possui felinos, como as onças, grandes roedores, como as capivaras, aves, quelônios, répteis e primatas. O maior desses animais é a anta e todos constituem fonte de alimento para as populações rurais. Alguns encontram-se ameaçados de extinção e são protegidos por órgãos especiais dos governos.
Das milhares de espécies de peixes da Amazônia, com algumas ainda desconhecidas ou sob estudo, as mais exploradas são: tambaqui, jaraqui, curimatã, pacu, tucunaré, pescada, dourado, surubim, sardinha e pirarucu (bacalhau da Amazônia).
Pirarucu e Tambaqui – Grandes peixes amazônicos:


Os rios que cortam o Estado do Amazonas pertencem à Bacia Amazônica. O principal é o Rio Solimões, que passa a se chamar Rio Amazonas a partir do encontro com as águas do Rio Negro, que é o segundo mais importante, seguido dos rios Juruá, Içá, Japurá, Jutaí, Purus e Madeira. Existem ainda centenas de outros rios e igarapés, afluentes formadores desses rios maiores, além de lagos, como os de Coari, Manacapuru, Mamirauá, Piorini e Canaçarí.
QUADRO HUMANO
Em conseqüência das características físicas da Amazônia, onde tudo é verde e cercado de água, aqui é quase impossível a construção de estradas como nas demais regiões do país. As estradas daqui são os enormes rios amazônicos e nas suas margens estão as cidades, grandes e pequenas, as propriedades rurais e as habitações dos ribeirinhos.
Existem grandes cidades, mas há também gigantescas áreas completamente desabitadas, e o único aspecto ruim desse fato é o isolamento de localidades e comunidades, muitas delas sem energia elétrica, transporte rápido para os casos de emergência, sem assistência médica e sem educação, quase sempre limitada à alfabetização e ao ensino fundamental. Pelo esforço de outros setores da sociedade e dos governos, inclusive das Forças Armadas, existem barcos que se deslocam ao longo dos rios e de aeronaves que visitam os ribeirinhos para levar assistência médica e social, material de ensino e até assistência jurídica. Existem lanchas-ambulâncias e barcos-hospitais.
Destaca-se aqui a atividade dos “regatões”, barcos-armazéns que sobem os rios periodicamente vendendo aos ribeirinhos alimentos não perecíveis, roupas, combustíveis, utensílios e outras coisas, quase sempre cobrando preços abusivos. Na verdade o que ocorre são trocas desses materiais por produtos da atividade do habitante local.
Interior do Amazonas – Barcelos, Borba, Tefé e Coari:



Barco-Escola e Lanchas-Ambulâncias:


Navio Patrulha Fluvial e Navio-Hospital da Marinha do Brasil, que dispõem de helicópteros:


É nesse cenário que se distribui a população do Estado do Amazonas, com 74% dela vivendo nas cidades e o restante se distribuindo na zona rural, ao longo das centenas de rios, lagos e paranás, configurando-se como uma das mais rarefeitas do País, já que o território do Amazonas equivale, por exemplo, a toda a Região Nordeste do Brasil com os seus nove estados.
Grande parte da população da zona rural vive em instalações montadas sobre palafitas, construções típicas, destinadas a resistir às cheias periódicas, mas a maioria habita as chamadas “terras firmes”, que não são alagáveis.
Conforme o CENSO 2007, 66,89% dos habitantes são pardos, 24,2% são brancos, 3,1% são pretos, 4,02% são indígenas, 0,33% são amarelos e 1,44% não definiram a cor. Desde o século XIX os nordestinos participaram da formação desse povo, atraídos pelo trabalho no extrativismo vegetal, notadamente da borracha. Fazem parte ainda dessa população, portugueses, espanhóis, sírio-libaneses, outros imigrantes estrangeiros e grupos de japoneses, concentrados, por exemplo, em locais como a Vila Amazônia, um distrito do município de Parintins. Manaus, a capital, concentra a metade da população do Estado, em conseqüência, principalmente, dos atrativos do seu Pólo Industrial e da atividade comercial.
Diante desses mesmos atrativos econômicos do Estado do Amazonas muitos dos seus habitantes são oriundos de todas as regiões do Brasil. A taxa de crescimento demográfico do Estado é de 3,3% ao ano, uma das maiores do Brasil e seu IDH é 7,17 (2000).
TURISMO
Este é o mais amazônico de todos os Estados que se assentam na região mais cobiçada do planeta, a fantástica Amazônia. Enormes riquezas naturais, as abundantes fauna e flora, o Festival Folclórico do Boi-Bumbá em Parintins, o encontro das águas do Rio Negro com as do Rio Amazonas, que não se misturam, os dois picos mais altos do Brasil, os dois maiores arquipélagos fluviais do mundo e a maior Reserva Biológica alagada do mundo, a Reserva de Desenvolvimento Sustentável de Mamirauá, formam alguns dos atrativos do Amazonas.
Barcos de luxo e de pesca esportiva:



Somente as áreas protegidas por leis federais e estaduais, como parques, reservas florestais e estações ecológicas, ocupam uma área de 194.800km², maior que seis vezes o tamanho da Bélgica, maior que o dobro de Portugal, e vinte vezes o tamanho do Líbano.
Sua capital, Manaus, tem mais de 1 milhão e setecentos mil habitantes, conforme dados atualizados do IBGE e detém o oitavo lugar entre as cidades mais populosas do Brasil. Nela o turista encontra o que há de melhor nas grandes metrópoles, com hotéis de alto nível, um aeroporto internacional que opera todos os tipos de aviões, além de um porto com estação de passageiros para operações internacionais e domésticas.
A cidade recebe grandes quantidades de navios de cruzeiro, pois há acesso para transatlânticos através do Rio Amazonas. Seus prédios históricos são famosos; como o Teatro Amazonas, um dos mais belos do mundo, inaugurado em 1896, quando Manaus vivia o auge do Ciclo da Borracha e era uma das mais prósperas cidades do mundo, chamada de “Paris dos Trópicos”, embalada pela riqueza advinda do látex da seringueira; o Porto de Manaus, com o prédio da Alfândega, importado da Inglaterra pedra por pedra e o seu cais flutuante, que permite atracação de grandes navios de alto-mar durante todo o ano; o Palácio da Justiça; o Palácio Rio Negro, que hoje abriga um centro de artes, com museu e a pinacoteca do Estado e o Mercado Municipal Adolpho Lisboa, inaugurado em 1882, cópia do famoso Le Halles, de Paris.
Há inúmeras outras atrações e destacam-se Shopping Centers, centros de arte, vários museus, parques ecológicos e municipais, o zoológico do CIGS, área urbanizada e de lazer da Ponta Negra, passeios de barco ao “encontro das águas”, onde os rios Negro e Amazonas seguem lado a lado por 6km e não se misturam, praias fluviais da região e balneários próximos com belíssimas cachoeiras, e os hotéis de selva.
Entre as festas mais movimentadas está o Carnaval, com destaque para as diversas bandas espalhadas pela cidade, nas quais predomina o ritmo do boi-bumbá, e os desfiles de Escolas de Samba.
Durante os meses de abril e maio acontece o Festival Amazonas de Ópera, com a montagem de obras famosas, envolvendo artistas renomados e com apresentações no Teatro Amazonas e no Largo de São Sebastião.
No mês de outubro, em três dias próximos ao dia 24, quando se comemora o aniversário da cidade, acontece o Boi Manaus, com festejos que envolvem os bois de Parintins, no Centro de Convenções, o Sambódromo de Manaus, com capacidade para mais de 100 mil pessoas.
Os municípios de Presidente Figueiredo, Barcelos, Novo Airão, São Gabriel da Cachoeira, Silves, Iranduba, Manacapuru, e outros, desenvolvem atividades com turismo ecológico e festas folclóricas.
Festival de Cirandas, em Manacapuru e o Boi Manaus, em Manaus (mês de outubro)

Na sexta-feira, no sábado e no domingo do último fim de semana do mês de junho acontece o Festival Folclórico de Parintins, que multiplica a população da cidade, 110 mil habitantes, e que está situada na Ilha Tupinambarana, no Rio Amazonas, distante 420 km de Manaus. Com as apresentações dos Bois-Bumbás Garantido e Caprichoso acontece uma ópera a céu aberto no Bumbódromo de Parintins, que comporta aproximadamente 35 mil pessoas, contando com a participação de muitas celebridades estrangeiras e brasileiras.
Para o transporte das pessoas estabelece-se uma agitada ponte-aérea entre Manaus e Parintins e a orla fluvial da pequena cidade fica totalmente tomada pelos iates, barcos regionais e lanchas, que também servem para hospedar os passageiros durante os dias do festival.
A festa dos bois de Parintins:



O turista que visita o Amazonas tem a oportunidade de conhecer os mistérios da maior floresta equatorial do mundo, onde existem guias treinados inclusive em sobrevivência na selva. O turismo ecológico no Estado faz parte dos roteiros oferecidos pelas agências nos programas de barco, pernoites em hotéis de selva, pesca amadora e esportiva e passeios pela floresta. É aqui que se batem os recordes mundiais da pesca esportiva fluvial.

Os hotéis de selva, ou lodges, de nível internacional, são uma iniciativa pioneira do Estado do Amazonas, construídos em meio à selva ou na margem de rios, ou flutuando sobre as tranqüilas águas de um lago amazônico. Possuem instalações com total estrutura, como resorts espalhados em pequenos bangalôs individuais e salões centrais, incluindo restaurantes. Alguns possuem até heliponto, enquanto outros dispõem de alojamentos adaptados nas copas das árvores.
Tudo pronto para a grande aventura amazônica?



